Arquivo da categoria: Lapa Girl por Toni Araujo

Percebo algo que dá no mesmo…

Numa dessas quartas-feiras corridas de minha vida corro que nem uma louca para ir a faculdade, mas antes tenho que  passar no  chaveiro para fazer outra chave , a minha está travando na porta uma aporrinhação , pego um lugar vazio para sentar  ….Ufa!!!! Penso comigo coisa rara nesse horário da manhã um lugarzinho para sentar… Quando percebo que algo dá no mesmo… Vejo algo como se fosse os vídeos que vejo sempre no Youtube… Euzinha no chaveiro fazendo de novo uma nova chave… É que quando descubro que nem mesma sai da cama para a labuta de sempre… E o que é mais estranho que o metrô não faz parte da minha rota… E que minhas chaves está sempre abrindo as portas….

Azulejaste

Em meus devaneios do dia a dia cansada com o ritmo da faculdade, do trampo e de minhas intermináveis pesquisas sobre minha monografia dos ambulantes da Lapa, sento-me na escadaria do Selarón, e vagueio meus pensamentos numa imagem em minha frente duas formas de imagens dentro de um pequeno azulejo criam vultos de imaginação, surge então num balé rodopiante um Homem destemido como toureiro encara bravamente a besta animal e fera, o sonhador e seu algoz e vejo em minha frente à humanidade plena nessa hora de que como todos somos destemidos diante da bravura do cotidiano Toureando a vida a cada instante num gingado que só tiramos de letra porque acreditamos em momentos melhores, alegro-me de ver a tia vendendo seu amendoim no passar lento na escada com seus olhos brilhante de orgulho.  OLÉ!

FOBIA


Estava pensando sobre as origens das coisas e nada tão lógico me apareceu nas minhas inculcações, a Betinha amigona da faculdade num desses papos calcinhas estava histérica com um caso surreal que aconteceu com ela que desmaiou na mesa do bar lotadíssimo da Lapa por simplesmente uma barata passou no seu pé, de tão gelada ela ficou que perdeu os sentidos… E pifou  só acordou numa roda agitada com a galera em cima para acordá-la, de tão envergonhada ela não pisou mais o pé na Lapa.

Momentos depois numa noite de quarta-feira como o habitual fiz um pit stop no Ximeninho quando de repente vi um auênuma mesa ao lado ,um baita cara alto parrudão ( desses com estereotipo de pit bull ), dando um chilique porquê tinha um gato importunando pela sua presença em seus pés de tão apavorado o sujeito ficou que os garçons vieram em seu auxílio para afugentar o bichano mas o pobre do felino voltava de novo com essa cena toda os amigos deles em mil gargalhadas falando pro cara se acalmar mas nada adiantou eram tantos pulos de cá pra lá que acabou que todos foram embora em solidariedade ao amigo que tremendo de medo , pavor ou sei lá oque da pequena criatura resolveu deixar o recinto, refleti que não importa o motivo disso ou aquilo mas que todos temos um medinho de algo.

NAS ESQUINAS DA LAPA

Nas Esquinas, paralisada euzinha de tocaia espreitando algo de novo surgisse afinal é de lá que extraio notícias, fatos, novidades para meu viver, afinal de contas nas encruzilhadas que aparecem algo instigante. Numa noite dessas na Lapa depois de muito agito me deparo com o inusitado, todos dançado entorno de um sambão dentro do bar, parecia filme de Matrix, o tempo congela, o motorista do ônibus sai junto com passageiros e gringos dançando numa roda só, quando a menina de tão objetiva a fim de descolar um troco para si, tenta arrastar o rapaz trôpego no meio do caminho para um programinha fast food, mas ele fora de órbita e longe dele mesmo, escorrega na calçada esparramado fica ali, rindo e chorando numa confusão ensandecida, e a menina sem muito tempo nem hora com pressa para outro cliente dá um chute nele e parte para outro e a noite começa… Invade, e todos embriagados na mais santa ordem. E a Lapa continua linda…

SOBRE PRESSÃO

As quartas-feiras para mim serão sempre brancas, neutras no meio da semana precisa e incorreta, tenho um dia agitadíssimo num corre corre desacelerado ,corro atrás de pequenos bicos mesmo em períodos curtos para que eu possa me dedicar a minha monografia dos ambulantes da lapa, de dia ralo na boutique e a noite faço carão de door na boate na esplendorosa rua do Lavradio, que nos dias de quartas –feiras parece uma babel de tantos gringos , tenho que rebolar para entender , mas como a língua universal é o inglês , me safo bem … graças as músicas do David Bowie que tenho decoradas na minha cabeça … affe nesse dia estou sob pressão!

Lapa Girl por Toni Araujo

A vida é um soco nos olhos

roco de capa troca de peles, tenho fome, mas fome de viver

Sempre caminhei em trilhos da baixada fluminense aos arcos da lapa

Lapiana sou em demasiadas palavras,  pesquiso,instigo o meu critico

Metamorfoseado paro nas esquinas em busca do algo crível

Dos buxixos dos agitos das poeiras das ruas lapada, hidrato meu cabelo com ajuda de uma amiga a inabalável vitamina A, protege e reanima!

Sou assim um misto de protetora e animadora Sob Pressão da vida

Percorro todos os pontos dos metrôs, mas acabo de novo na lapa.

Imito-me e te imito ,copio ,xeroco plageio. Eu, você e todos nós…

Bowie em meu coração, a mim camaleônica LAPA GIRL.