Arquivo da categoria: Lapa Girl por Luís Borges

Comunicação social

14h00. Com sono, um pouco de dor de cabeça, levemente indisposta a assistir aula. Aula! Sala de aula ampla, cerca de 30 pessoas: mais mulheres do que homens, umas 22 pelo menos (Perfil comum entre estudantes de comunicação social). A conversa paralela rolando solta. Professora meio franzina, baixa, magra, Profa. Rita, a frente esforça-se para falar mais alto do que os alunos, grande competição. A minha frente duas tagarelas, uma loira alta e uma negra magra, programam a balada de logo mais a noite. Uma delas, a loira, diz: “Amiga, hoje eu quero beber todas! Vai rolar a festa e será na Lapa. Preciso muito relaxar e se rolar um pente, ótimo!” [risos contidos entre as duas se olhando]. Olhando para as duas, pensei: Porque a Lapa é sinônima de boemia? Não que isso seja de todo ruim, mas existem cinemas, casas, lojas, pessoas, sabores, cheiros que dizem mais sobre uma Lapa que os/as frequentadores (as), principalmente, de sexta à noite não conhecem. Penso assim, e parei de pensar porque minha dor de cabeça aumentou.

Grafite

Vendo uns vídeos sobre grafites e grafiteiros no youtube, descobri um de uma galera fazendo arte no circo voador. Sinistro! Parada muito maneira. Todo um contexto. O Grafite feito no Circo. Lance seguinte: em junho de 2009 uma galera colou e fez um grafite em homenagem ao movimento pernambucano mangue beat. O vídeo é meio que um making of do processo de criação da obra. Tintas, sprays e nação zumbi, Chico Science. Irado! Segue link vídeo para vocês darem uma sacada no que eu to falando.

TEMPO DE FLORES E VENDEDORES

Acordei cansada e feliz. A noite de ontem foi típica e atípica como são as noites de Jazz na Lapa – bem, agora não acontecem mais na Lapa propriamente dito; o som ta rolando agora próximo ao IFCS da UFRJ. Ainda meio tonta com tantas lembranças da noite anterior, me levanto e vou lavar o rosto. Escovar os dentes e tomar um gole de café olhando o lindo dia lá fora. Janelas abertas para deixar o sol destes primeiros dias de primavera entrar no quarto. Café quentinho feito no coador. Dois, três goles olhando descompromissadamente o tempo. Tempo, tempo só o que eu quero, todo o tempo e o tenho, não tendo. Rsss… Opa! Falando em tempo, ponteiro do relógio girou apressadamente e levou boa parte da manhã, ainda vou ler uns e-mails, e depois me concentrar em um certo trabalho sobre vendedores de rua… Hoje ainda preciso passar na Faculdade e pegar uma Xerox. Haja tempo!

Lapa Girl por Luís Borges

Sou quem deixo as janelas abertas para o sol entrar;

Sou quem lê jornais expostos em bancas de revistas;

Jornais, jornalista, jornalismo. É e não sou;

Sou da curiosidade e da xeretice das coisas do jazz, dos vendedores, gostos, sabores, amores, dores…

Sou garota, garoto, Boys and Girl in selaron;

Sou da baixada fluminense a Lapa;

Interneteira, internauta, internetês, surfista de ondas virtuais;

Sou imitação de vida, vida em arte e cores, formas e lugares, pessoas, minha vida em meio aos arcos.

Menina de olhos pintados e cabelos vitaminados, de quinta às quintas fazendo a feira, á beira

 Sou a Lapa Girl e você?