Apocalipse

“Vi, então, descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. E prendeu o dragão, a serpente antiga, que é o Demônio e Satanás, e amarrou-o por mil anos; meteu-o no abismo e fechou-o e pôs selo sobre ele, para que já não seduza mais as nações, até se completarem os mil anos; e depois disto deve ser solto por um pouco de tempo” – Apocalipse 20:1-3.

“Criaturas! Deixem-me em paz!” – Enfezado, ele dá a língua aos humanos que por ali passam.

 Há quantos milênios o Diabo procura a paz? O dia marcado e remarcado infinitamente o faz se sentir injustiçado. Cansado de levar a culpa o tempo todo, mesmo com aquela cara feia, ele também gostaria de sorrir, sair do abismo em que o jogaram, respirar menos enxofre.

Ainda que pronunciado o tempo todo, e por inúmeros nomes distintos, o Diabo está só. Quer o seu pouco de tempo (por direito, já que o está escrito é lei), e quem sabe tomar um sorvete ou abandonar de vez o vermelho…

“Também sou filho de Deus!” – Reclama a minha atenção, através de um de seus ícones, preso a um azulejo da Selarón… Dei a língua pra ele também e segui meu rumo.

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